O QUE SERÁ…

https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/28033-o-que-sera-de-nozes

Se alguém me perguntar não saberei o que dizer. Quem saberá? A queda de braço do poder faz padecer cada vez mais o cidadão, o rico e o pobre, o plebeu e o nobre. Quem tem razão? Se razão existe. Qual seria o bem comum? Todos os bobos da corte felizes e confusos? A política morreu, se de fato nasceu no Brasil.

Nem pão, nem circo, desorientação. Não sei vocês, mas eu me sinto uma barata no melado, atingido por uma chinelada não letal. Não identifico norte, nem sul, leste ou oeste. Ouço muito barulho e confusão, muito ruído sem qualquer explicação. Quero lutar, mas não sei pelo quê? Está faltando informação, na era da informação, que ironia. A tática é confundir? Não estou sendo claro aqui. Não são claros comigo! Quem são meus irmãos? Onde estão meus amigos/inimigos? Do que me defender? Onde mora o perigo? Ouso dizer: parece não haver solução!

Educação, saúde, trabalho, segurança, desenvolvimento, quem nos tirou? Quem vai nos dar? Onde procuro? Vou encontrar? Quando enfim poderemos acordar – sair deste transe – reviver? Nem sei se chove lá fora, a música não toca mais, os dias passam lentamente à espera… à espera da esperança que nos foi roubada… de uma nova luz e caminho, verdade e vida, pois nada merece o crédito da esperança no momento atual. É trágico, não cômico. Tão trágico que chega a ser anestésico. Está tudo vazio, parece o fim…

Que o fim chegue e traga um novo recomeço. A rotina monótona da nossa letargia, enlouquecedora vontade de gritar suprimida, encarcerada vida, manifeste o sopro de alguma esperança ainda que vã e passageira que vença o marasmo insípido desse teatro tolo em que me vejo artista e espectador do nada, da falta, total ausência.

Alguém! Por favor! Fale por mim! Peça melhorias! Alguém tenha coragem e razão! Estude a fundo a questão e proponha: solução. As pessoas costumavam ser tão inteligentes e sábias, articuladas, competentes, ousadas, conscientes. Já vivi num mundo melhor. Já acreditei em coisas que hoje soam como uma triste comédia trágica. Já tivemos grandes sonhos e esperanças e hoje nos resta o pó, apenas os nós.

Palavras estão todas vazias, promessas não são mais honradas, toda e qualquer confiança se perdeu. Que mundo é este que eu costumava louvar pela sua grandeza? Apequenou-se ou sempre fora tão pouco? E são poucos os loucos que ainda cultivam esperança em seus jardins, fechando os olhos, saindo do mundo, num silêncio ensurdecedor e profundo.

Aprendi e acreditei, talvez sonhasse ou tivesse esperança, que o Poder fosse amparado e justificado em um discurso racional. Poder sem razão são trevas, ausência de luz, prisão, liberdade negada, direito violado, moeda sem valor querendo pagar as despesas do lar.

Se nada aqui fez sentido, sinto dizer que fui muito bem compreendido, pois tal é o estado atual das coisas no mundo real que tangencia o absurdo e a loucura, tomado por tremenda irracionalidade alimentada pelo egoísmo e mesquinharia humanas, além do deslumbramento pelo Poder, tido como ferramenta de uso particular e próprio e não instrumento de promoção da paz e do bem comum tão necessário a todos.

Este texto é resultado de um trabalho voluntário, e é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha programática e ideológica do Portal Carta do Mar e seus administradores..

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Preencha esse campo
Preencha esse campo
Digite um endereço de e-mail válido.
Você precisa concordar com os termos para prosseguir

Nenhum comentário

Postagens semelhantes:

Menu