Você viu o casulo que estava aqui? Ah, borboletou-se!

E antes da metamorfose, porém, ela considerou necessária a clausura. Eram tempos de reflexão, lucidez e fortalecimento…
O olhar para dentro, antes de qualquer coisa!
A cura interna, antes da pretensão de curar quem quer que fosse!
O autoconhecimento!
A autotransformação!
Cansou de nadar no raso e foi em busca dos mergulhos mais profundos!
Era necessário buscar sua essência perdida!
Houve momentos em que ficou sem ar. Pensou que não suportaria. Doeu.
Afinal, existem algumas dolorosas constatações sobre nós mesmos quando nos lançamos sob a luz da verdade irrefutável!
Mas era necessário!
Era a hora, concluiu!
Agora ou nunca mais!
Porque fugir é mais fácil.
Ela estava cansada do que era – simplesmente – fácil!

A vida vivida outrora já não tinha mais sentido!

E assim, aos poucos, foi iniciada em sua própria transformação!
Morreu e nasceu de novo!

Renasceu borboleta!
Arrastar-se não era opção mais!

Embora tenha fugido, por muito tempo da sua verdade absoluta, ela sempre soube que nasceu para voar!

 

Simoni Rodrigues

Este texto é resultado de um trabalho voluntário, e é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha programática e ideológica do Portal Carta do Mar e seus administradores..

1 Comentário. Deixe novo

  • Muitas vezes é necessário, clausurarmos, para vivermos melhor, entendermos muitas coisas… é bem assim, mesmo!
    Parabéns!

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