
A exaustão da agulha da vitrola
Sempre tocando a mesma faixa
Eis o padrão da nova antiga discoteca
Sob a lógica do mesmo no sempre igual
A arte imita a vida e vice-versa?
De Platão aos frankfurtianos
A mimese em discussão
A arte com sua aura própria
E a vida em seu infinito ciclo
Seria o fim igual ao princípio?
Nem trocando do lado A
Ao lado B
O ser sempre é
E o não-ser não é
Já dizia o filósofo de Eleia
O desprezo por novas canções
Fez o desgaste da agulha da vida
Antigas faixas tocam sob lento rpm
E novas pulam sem chegar ao fim…








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