Soltem as amarras.
Ajustem as velas.
Há quem goste de porto. Mas, é hora de deixá-lo, porque ela é mar!
Nada lhe prende, a não ser o seu desejo de ficar quando quiser, se quiser e enquanto quiser.
E ela sabia, há muito já parara de contar mentirinhas para si mesma para não sair de onde estava!
Velas ajustadas.
Amarras soltas.
É hora, mais uma vez, de desbravar o mar, seguir o horizonte e buscar o infinito onde o sol se põe. Sem medo.
Sabia que sempre haveria um porto para atracar.
Sempre haveria para onde voltar. Se quisesse voltar. Se necessário fosse recarregar. Se precisasse abastecer. Se precisasse descarregar.
Se perdida, bastaria olhar o farol. Uma leve estudada na carta náutica e reajustar a rota.
Era hora de ir. Já ficara mais que o necessário. Não permite que seu coração faça moradia em terra firme. Não era seguro. Seguro é o mar.
Ela sabia.
Há quem gosta de porto.
Há quem nasceu para o mar.
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