Para que serve um namoro?
O que faz com que alguém opte iniciar uma relação com alguém?
Os outros, eu não sei.
Mas, para mim, é porque reconheço no outro um pouco de mim, em alguma coisa.
No gesto. Na forma. Até no jeito esquisito de sorrir do nada. Ou de surtar por besteira.
Atração física. Intelectual. Sexual. Química. Os hormônios que se entendem heterônomos de uma hora para a outra. Tudo um tanto quanto empírico, que não há nada cientificamente comprovado que explique. E tudo bem…
Mas, um namoro também serve para conhecer.
Os gostos. Os cheiros. Os propósitos. As vivências.
E as experiências de vidas. Que – inexoravelmente – serão comparadas e, pasmem, fará com que tudo perca um pouquinho do brilho.
E quem não quer, tudo bem! Siga! Que pena..
O que era para ser simples, vira forma complexa de trigonometria de ensino superior com metodologia de algorítimo, e tese de doutorado defendida e estendida, digno de Phd em Harvard – de fato – formado….
E – não mais que de repente – você vê que nem tudo completa.
E que quem você é, o outro não sustenta.
E que quem ele é, tão pouco te completa.
E que o ideal é que cada um seja inteiro, dentro da sua incompletude. Dentro da sua pequenez em fase evolutiva.
E tudo bem.
Namoro é para isso.
Para nos conhecermos.
E vermos se damos conta um do outro.
Um dia por vez.
Um passo por vez.
Só por hoje.
Só você.
Enquanto eu quiser.
Enquanto você der conta.
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