
“Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.” In: A flor e a náusea, de Carlos Drummond de Andrade
Amor-flor nasce no jardim da dor,
Lágrimas, regam-te nessa aridez,
Vai passar, já passou mais de uma vez,
Falta ar, governa-nos a estupidez,
É verão, que não aquece o coração,
Odiar a sua nova obsessão.
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A gente pode até chorar,
Mas nunca deixar de (lutar)-sonhar,
É mais que sobreviver.
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Nem ele (ninguém) vai matar o amor,
Semente que não vai morrer,
O nosso fazer canção.
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De novo o sol irá nascer,
A vida vai continuar,
O amor (a vida) vai prevalecer.







