Hoje refletindo um pouco sobre o cotidiano de nossas vidas e fazendo algumas observações sobre o comportamento humano em sociedade não me abstive de uma lembrança sobre uma parábola mágica e que sempre me vem a mente no dia a dia. Gostaria de compartilhá-la com vocês amigos leitores.

Uma parábola judaica que dizia que certo dia a Mentira e a Verdade se encontraram nos corres da vida:
“A Mentira disse para a Verdade:
– Bom dia Dona Verdade.
E a Verdade foi conferir se realmente era um bom dia. Olhou para o alto, não viu nuvens de chuva, vários pássaros cantavam e vendo que realmente era um bom dia, respondeu para a Mentira:
– Bom dia Dona Mentira.
– Está muito calor hoje, disse a Mentira.
E a Verdade vendo que a Mentira falava a verdade, relaxou.
A Mentira então convidou a Verdade para se banhar no rio. Despiu-se de suas vestes, pulou na água e disse:
-Venha Dona Verdade, a água está uma delícia!
E assim que a Verdade sem duvidar da Mentira tirou suas vestes e mergulhou, a Mentira saiu da água e vestiu-se com as roupas da Verdade e foi embora.
A Verdade por sua vez recusou-se a vestir-se com as vestes da Mentira e por não ter do que se envergonhar, saiu nua a caminhar na rua.
Mas… Para espanto geral, aos olhos das outras pessoas era mais fácil aceitar a Mentira vestida de Verdade, do que a Verdade nua e crua.”
Texto adaptado do original: “la tristeza y la furia” do autor Jorge Bucay, no livro “Cuentos Para Pensar”







