“O céu estava cinza,
As nuvens se aglomeraram
Revelando um céu não hostil,
Mas sombrio pelo tormento das velas
As velas – eu quase poderia contá-las no ar.
As lágrimas se juntavam ao correr da parafina fervente
Escorrendo na esperança da chuva pará-la…
A chuva não veio…
No lugar dela um cômodo quente iluminado por um abajur de couro.
O cheiro estava diferente.
Não era chuva,
Não era grama,
Era dor.
Naquela hora não havia nenhum menino querendo ir a lua
E nem a lua poderia prometer mais nada.
Era apenas dor que se juntava
Com a parafina fervente na esperança da chuva pará-la.







