Restauração, técnica e fé: o atentado à imagem de Nossa Senhora Aparecida

Fonte: G1

A restauração de obras de arte é um ramo que demanda muita entrega na pesquisa histórica, nas técnicas de composição, no estudo de linguagens, materiais e na observação/entendimento da particularidade de traços em cada artista. Ser restaurador é um campo da expressão artística que vai muito além da criação. É um campo onde a recriação é o assunto principal.

Em 1978 a imagem de Nossa Senhora Aparecida sofreu um atentado e foi destruída em 200 pedaços. Na época o trabalho de restauro foi delegado à artista plástica Maria Helena Chartuni, que cumpriu a tarefa em 33 dias (incrível !).

Segundo a artista, numa entrevista disponibilizada pelo portal Maluma Marques (http://www.malumamarques.com.br/2017/10/imagem-original-da-padroeira-foi.html), “Minha ficha só caiu quando ela foi entregue. Nunca vi tanta gente na minha vida. E não era gente que ia lá de curiosidade. Eram pessoas que quando Ela passava, choravam, se emocionavam. Os caminhoneiros lá da Dutra, que na epoca era só uma pista, paravam no acostamento, ajoelhavam nas cargas lá de cima, rezavam. Aquilo começou a me dar um nó na garganta. Eu nunca imaginava isso”.

São histórias como essa que nos revelam a importância e a responsabilidade do que é ser artista. O trabalho de Chartuni contribuiu, e contribui, para a construção da tradição, da fé e da esperança do católico no Brasil.

Fonte da imagem: https://catholicus.org.br/voce-sabia-imagem-de-nossa-senhora-aparecida-ja-foi-quebrada-em-mais-de-200-pedacos/

Este texto é resultado de um trabalho voluntário, e é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha programática e ideológica do Portal Carta do Mar e seus administradores..

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Preencha esse campo
Preencha esse campo
Digite um endereço de e-mail válido.
Você precisa concordar com os termos para prosseguir

Nenhum comentário
aaaaam
Menu