Ela estava a procura de um amor, e não precisa ser desses que estão estampados em capa revista.
Ela não tinha essa intensão!
Não precisava ser lindo, mas seria essencial que gargalhasse lindamente e – de fato – fosse a personificação do bom humor.
Ela o encontrou na sessão de vinhos do supermercado lotado. Dezembro era sempre assim.
E, com aquele sorriso, mostrou a ela que ali era o único lugar que eles deveriam estar naquele momento.
Sabe esse tipo de gente que levanta para transformar vidas e nada tem a ver com o ofício que escolheu para exercer? É o que ele foi para ela aquele dia.
Um barzinho depois. Um café outro dia. Uma cerveja gelada no final do expediente. Quase chegando o Natal.
Ele era. Não era de capa de revista. Mas, era o bom humor que ela buscava. A companhia para as séries bobas.
Gente que cozinha junto.
Que faz massagens nas costas na finalização do pratos!
Gente que diz : “venha aqui tomar um vinho até tudo fica pronto”!
E a conversa flui.
E um completa o outro, dentro das completudes de cada um!
E ele programa comprar árvores de natal, assim que ela disse que amava casa enfeitada!
“Vamos resolver isso amanhã.”
Beberam mais um pouquinho, e ambos sabem que a verdade tem uma relação sedutora com o vinho…
Olharam-se e sabiam que se buscavam há tempos.
Deitados na enorme cama central do apartamento de conceito aberto, sentiram-se seguros e confortáveis. De mãos dadas e absorvendo cada gosto do outro enquanto terminavam a garrafa de vinho…
O jantar ficou pronto.
Ainda deitados, serviram-se. O prato esfriou.
O papai Noel tem dessas! Às vezes nos traz presentes inesperados!







